Falar de inseminação
artificial hoje é falar de rebanho uniforme e de qualidade no futuro. Com esta
técnica o produtor poderá programar a cria desejada, e aumentar o seu rebanho
com o menor espaço de tempo. O processo da inseminação é
simples, porém deve ser feito por pessoas preparadas. O conjunto de ações irá
proporcionar ao produtor uma cria saudável e futuramente duplicação de seu
rebanho de forma uniforme.
“Podemos perceber que, o resultado ideal na coleta
e na distribuição desse material genético, somente será possível com adequado
manejo, sem o comprometimento da eficiência reprodutiva do rebanho e
principalmente no momento da seleção do touro-pai. Ao analisar as inúmeras
vantagens pode-se de primeira mão concluir que se trata da técnica perfeita,
com capacidade de trazer muitos benefícios. Várias
técnicas na inseminação artificial podem ainda ser melhoradas diante da
evolução da tecnologia. A eficiente multiplicação de animais selecionados
proporciona maior retorno econômico da atividade pecuária”, nos explicou o Médico
Veterinário de Brasília, Dr. Amilcar Barreto.
Para
falar dos resultados, basta olharmos um pouquinho para entender a eficiência, o
Dr. Amilcar Barreto, um dos 20 profissionais com especialização na área, já
realizou mais de 40 mil transferências. “Se
falarmos em Brasil, encontraremos nosso país em maior destaque mundial em
técnicas de inseminação artificial”. O melhoramento genético, baseado na
seleção de indivíduos com maior desenvolvimento ponderal, rendimento de
carcaça, produção leiteira, melhor conversão alimentar, resulta no aumento da produtividade,
proporcionando animais saudáveis para comercialização e uma carne de qualidade.
O material congelado conserva sua viabilidade
indefinidamente, eliminando a necessidade de utilizar o sêmen fresco no período
imediatamente posterior à coleta. Isso permite planificar a freqüência de
coletas (entre 2 e 6 coletas de sêmen semanais) e otimizar os estoques
disponíveis aos produtores. Tecnicamente, é possível armazenar mais de 100.000
doses de sêmen por touro. De forma geral, estoca-se um determinado número de
doses (alguns milhares) antes de liberar ou em determinadas ocasiões sacrificar
o touro que está em processo de avaliação do teste de progênie. “Embora, alguns
touros famosos têm originado uma progênie de mais de 100.000 indivíduos, o
número médio de descendentes por touro gira em torno de 6.000 a 8.000 filhos (a)s”.
Acompanhando
estes profissionais entendemos que: quer seja no rebanho de corte ou de leite,
o produtor já sabe que não existe uma boa produção, sem um manejo de
qualidade. Aqui o que vemos é que os gerentes de
fazendas, ou seja, os encarregados têm um papel fundamental na boa
produtividade, uma vez que enquanto o produtor proprietário, esta em busca de
novidades e tecnologia, o manejo em sua fazenda, fica a inteira
responsabilidade destes grandes companheiros. Vale então render elogios a eles,
não é verdade?
Ao conversar com a Dra. Escabele Cristina Soares (Médica Veterinária
de Brasília) o Maisunai perguntou: Dra. Isabele no que realmente consiste a
Inseminação Artificial? “Entende-se por
inseminação artificial (IA) o procedimento de depositar o sêmen do macho no
útero da fêmea utilizando meios artificiais em lugar da cópula natural. Por
trás desse processo, relativamente simples, está toda uma logística direcionada
ao desenvolvimento de produtos e/ou processos para a produção e conservação do
sêmen, à identificação e seleção dos melhores reprodutores para um propósito específico
(produção, controle de doença, etc.) e à comercialização, em nível regional e
global, de produtos e serviços relacionados com a indústria da IA”.
Ainda em busca de novas informações, o Maisunaí visitou o Médico Veterinário
da Capul Dr. Marcélio, o qual nos falou de algumas vantagens:
“Um touro possui a capacidade de realizar
diariamente de 3 a
5 coberturas. Contudo, esse ritmo é reduzido consideravelmente ao longo do
tempo. Por outro lado, embora o cio das vacas seja repartido de maneira uniforme
durante o ano, a concentração de nascimentos poderá aumentar significativamente
o plantel, aumentando o volume de carne e leite. O que é importante destacar é
que se tiver uma boa vaca, o restante virá da qualidade do boi-pai. Geralmente,
considera-se que um touro pode satisfazer as necessidades de um grupo de 30 a 50 vacas durante um
período de monta de aproximadamente 4 meses. O número de espermatozóides
liberado em um ejaculado de touro (aproximadamente 5 bilhões) é muito superior
às necessidades da fecundação”.
Em relação ao
melhoramento Genético, Geovane Felipe Almeida (Progênie Agronegócios) deixou
aos produtores algumas dicas:
”Desde o início da domesticação dos
bovinos, os criadores têm se dedicado a adaptar as características dos animais
às suas expectativas (trabalho, produção, docilidade) e ao ambiente”. Esta
adaptação consiste em substituir regularmente uma parte das fêmeas do rebanho
(por motivos de senilidade, baixa produção, doença, morte acidental, etc.) por
outras melhores, as quais serão, de forma geral, as filhas das melhores vacas.
Conseqüentemente, o ganho genético depende
essencialmente do valor genético dos touros utilizados. Em rebanhos pequenos
são procurados reprodutores externos para evitar os efeitos desfavoráveis da
derivação genética (perda aleatória das mutações naturais cujo aparecimento
incessante permite a evolução das populações) e a consangüinidade.
Com a Inseminação Artificial, o produtor hoje
pode programar o que realmente ele precisa e como quer aumentar o seu plantel. “Basta
sempre lembrar que o procedimento correto, um material de qualidade agregados a
muita higiene e um manejo de alta qualidade, o resultado será simplesmente
fantástico”.
Reportagem: Giancarlo Faria
Imagens: Jhéferson Silva